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sábado, 3 de abril de 2010

Já é tempo

o papel impresso,
rogando com vénia
desliza ainda entre tampos de mesa
de gente sem rosto
remelosamente instalada
com clips psicóticamente alinhados
lápis frenéticamente afiados

não, não vou para Paris
vou apenas mudar de esquina
e pensar em ser feliz
por agora, o simples risco de um fósforo
sem pedido nem licença